Imaginamo-nos seres autónomos e isolados e esquecemos que sem o ar que respiramos aos alimentos que ingerimos nem sequer teríamos corpo. Tudo o que somos existe em interligação com o mundo de que fazemos parte e tudo o que fazemos tem impacto no mundo. O desequilíbrio dos elementos e funções constitutivas do nosso corpo resulta, sobretudo, do subestimar essa interligação, por força de carências ou excessos tantas vezes ditados por uma mentalidade que, mais do que não a compreender a interdependência, deixou de a sentir e, como tal, de a respeitar.
Desde os anos cinquenta do século passado, mudanças importantes nas sociedades ocidentais levaram largas franjas da população a exporem-se ao sol. O direito a férias pagas, o aumento do poder de compra e a perda gradual da vergonha da exposição do corpo, fizeram com que hoje as nossas praias acolham um grande número de veraneantes. Estar na praia, bronzear-se, é ainda hoje largamente publicitado como um ideal de felicidade. De certa forma, talvez seja na praia, praticamente desnudados, que conseguimos sentir o contacto que outrora nos unia à Natureza. Um regresso à Natureza amplamente cultivado pelos adeptos de desportos náuticos ou das simples caminhadas à beira-mar. Noutros países, menos abençoados pelo mar, as atividades de montanha no Verão e desportos de neve no Inverno assumiram igual popularidade.
Contudo, o bem-estar material conseguido pelas modernas sociedades industrializadas teve igualmente um impacto negativo na Natureza, inclusive na diminuição da camada de ozono na atmosfera que nos protege da radiação solar ultravioleta (UV), a qual, em excesso, se revelou muito danosa para a nossa saúde.
A utilização generalizada de protetores solares diminuiu consideravelmente a incidência de cancro na pele, embora em certos países se tenha verificado que a percentagem de cancros mais agressivos tenha aumentado no menor número de cancros diagnosticados. Além disso, há uma preocupação crescente da influência dos protetores solares no cancro da mama e, de um modo mais generalizado, alguma unanimidade científica no facto de nos provocarem perturbações endócrinas, que se manifestam igualmente nos índices de fertilidade.
Ainda assim o consenso atual, considerando o benefício vs risco, é aplicar um protetor solar na pele com um Fator de Proteção Solar (FPS) de pelo menos 30, sobretudo em crianças, e renovar frequentemente a sua aplicação, particularmente após o banho ou um forte episódio de transpiração. Contudo, a aplicação de protetores solares não evita que as horas de exposição ao sol devam ser reduzidas, particularmente na proximidade do meio-dia solar.
Os protetores solares que predominam no mercado, como uma parte importante dos produtos industriais, têm ainda riscos ambientais não negligenciáveis. Cada vez mais estudos os implicam na destruição dos recifes de coral e na afetação das populações de animais marinhos. O dano ambiental é, felizmente, cada vez menos tolerado, muito em particular por todos os que fazem das suas atividades balneares ou náuticas uma expressão do respeito pela Natureza.
Não surpreende pois que uma nova geração de protetores solares tenha surgido justamente nesse meio de amantes da Natureza. Os novos protetores solares são 100% naturais e biológicos, à base de sais minerais sem qualquer impacto ambiental e totalmente inócuos para a saúde humana. Além disso, ao contrário dos protetores químicos, não retêm os UV na camada superior da pele mas fazem a sua refração e têm uma ação imediata após aplicação.
Morgane Loiseau, embaixadora Suntribe
A Suntribe é a marca pioneira de protetores solares minerais 100% natural, tendo adquirido grande reputação entre surfistas e adeptos dos desportos de neve, além de terem conseguido vários prémios e menções internacionais. O seu principal ativo é o óxido de zinco sem nanopartículas, aliado a óleos, ceras e extratos vegetais biológicos para uma melhor proteção da pele, em termos de hidratação e nutrição.
A sua gama atual inclui já protetores solares para adultos e crianças com FPS 30 e 50, bem como cremes de dia com FPS 20, que em períodos de maior exposição solar podem substituir outros cremes cosméticos. Inclui ainda bálsamos protetores labiais, produtos after-sun e uma gama de protetores solares «desporto» mais concentrados. Além da sua eficácia comprovada, todos eles apresentam uma grande resistência à água e à transpiração, pelo que permanecem mais tempo ativos.
Dado o seu ADN ecológico, não admira também que as embalagens Suntribe sejam recicladas e recicláveis, à base de cartão, metal ou bioplástico, não contribuindo assim para a verdadeira praga que é a poluição de plásticos e microplásticos a contaminar o mar e a vida marinha. Apesar de todo o discurso oficial esta poluição continua a crescer e nos últimos 15 anos atingiu níveis sem precedentes (desde 2005 foram despejados no mar 170 mil milhões de pedaços de plástico na superfície dos oceanos, principalmente microplásticos). Só esse plástico representa 2,3 milhões de toneladas e espera-se que esse valor dobre até 2050, se não se tomarem medidas sérias.
Uma nota curiosa é a inclusão de quatro cores minerais naturais nos protetores mais concentrados, do tipo desporto. Não sendo atualmente comum encontrar nas nossas praias veraneantes com uma marca colorida nas zonas mais expostas (bochechas, nariz, ombros, etc.) quem sabe se em breve os protetores coloridos são mais um atrativo a embelezar as nossas praias?
Já agora, sabia que a diferença entre um FPS 30 e 50 é de apenas 1%? O FPS 50 filtra 98% dos UV, o FPS 30 filtra 97% e o FPS 20 filtra 95%. Dada a importância dos UV em quantidades adequadas para o nosso organismo, nomeadamente para a produção de vitamina D, os 2 ou 3% que passam são sempre bem vindos!
O desafio de Bonn, lançado em 2011, encorajava os estados a restaurar 150 milhões de hectares de florestas até 2020 e 350 milhões até 2030 para manter o aquecimento global abaixo de +1,5°C. Contudo, todos os anos desaparecem 13 milhões de hectares de floresta, ou seja, 1 campo de futebol, a cada 3,5 segundos. Segundo a Global Forest Watch, Portugal perdeu mais de 280 mil hectares de área florestal entre 2001 e 2014, o que nos coloca no topo dos países com maior perda percentual de coberto arbóreo (24,6%).
Portugal é o 4º país do mundo com mais desflorestação – ECOXXI
Já as nossas florestas primárias – aquelas que se encontram no seu estado natural e cuja existência não depende da atividade humana – estão “em risco de desaparecer”, diz a Quercus, uma vez que ocupam apenas cerca de 1% da área florestal do nosso país.
O discurso oficial sobre as graves consequências da utilização de plásticos e derivados tem vindo a mudar e algumas medidas avulso têm sido tomadas, tais como a proibição de palhinhas e talheres de plástico, mas na realidade a produção de plástico tem aumentado significativamente nas últimas décadas, devido ao seu baixo custo, alta durabilidade e resistência a produtos químicos, radiação e pressão. Naturalmente, nesse “baixo” custo não estão contabilizados os prejuízos que vão provocar em termos de degradação ambiental, destruição de ecossistemas e saúde humana e animal.
Foto: Tan Zi Xi, Sassoon Dock Art Project in Mumbai
As atividades antrópicas e industriais geram grandes quantidades de resíduos plásticos que, mesmo após alguns ciclos de reciclagem, acabam direta ou indiretamente no ambiente, onde causam um enorme impacto físico e químico, comportando-se inclusivamente como disruptores endócrinos que, entre outros, causam esterilização, problemas comportamentais e diminuição da população, segundo relatório publicado pela Plastics, EDCs & Health: A Guide For Public Interest Organizations and Policy-makers on Endocrine Disruption Chemicals & Plastics. Os microplásticos atuam também como captadores de poluentes orgânicos persistentes (POPs) altamente nocivos, PCBs, pesticidas organoclorados, DDE e nonilfenol, que são tóxicos e estão diretamente ligados a disfunções hormonais, imunológicas, neurológicas e reprodutivas. Capazes de permanecer muito tempo no ambiente, uma vez ingeridos fixam-se na gordura corporal, no sangue e outros fluidos de animais e humanos.
De todo o plástico produzido, a produção de embalagens representa 45%, daí a importância de procurar embalagens em materiais alternativos ao plástico. Segundo o Wall Street Journal, num único ano (2010) os 12 principais fabricantes de plástico produziram cerca de 23 Toneladas de plástico sem qualquer gestão ambiental, das quais mais de 9 Toneladas acabaram diretamente no mar. E a cada ano a situação agrava-se, com a China em grande destaque, seguida de países asiáticos satélites.