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Cosmética Natural e Bio•Cuidados Corporais•Peles sensíveis

Gel de aloe vera: história, benefícios e utilização dérmica

17 de Agosto, 2026

O gel de aloe vera, obtido principalmente da espécie Aloe barbadensis Miller, é um ingrediente vegetal tradicionalmente utilizado nos cuidados da pele. Originária de regiões áridas, a planta disseminou-se por várias zonas de África, do Mediterrâneo e do Médio Oriente, sendo posteriormente cultivada noutras partes do mundo. Ao longo dos séculos, o gel transparente presente no interior das folhas foi utilizado para aliviar irritações, pequenas queimaduras, cortes superficiais e secura cutânea. Atualmente, mantém um lugar importante tanto nas preparações tradicionais como na indústria cosmética.

A folha de aloe vera contém duas partes distintas: o gel interno, transparente e rico em água, e o látex ou seiva amarelada, localizado próximo da camada exterior da folha. Para utilização dérmica, é importante que o gel seja devidamente purificado, uma vez que os componentes do látex podem ser irritantes. Por essa razão, os produtos cosméticos são geralmente submetidos a processos de filtração, estabilização e conservação, que contribuem para a sua segurança, qualidade e uniformidade.

Benefícios para a pele

Em uso dérmico, o aloe vera é valorizado sobretudo pelas suas propriedades hidratantes, refrescantes e suavizantes. O seu elevado teor de água ajuda a proporcionar hidratação superficial, enquanto os polissacáridos presentes no gel contribuem para atrair e reter humidade à superfície da pele. Esta ação pode reduzir a sensação de secura e repuxamento, deixando a pele mais macia, flexível e confortável.

Por esse motivo, o aloe vera é frequentemente utilizado em géis, cremes, loções, máscaras faciais, produtos pós-solares, champôs e fórmulas destinadas a peles secas, desidratadas ou sensibilizadas. A sua textura leve e de rápida absorção permite criar produtos que deixam uma sensação pouco oleosa, sendo também adequada para peles normais, mistas ou oleosas.

O aloe vera proporciona ainda uma sensação imediata de frescura e conforto quando aplicado sobre a pele. Pode ser útil em situações de irritação ligeira, após a depilação, depois do contacto com agentes ambientais ou sempre que a pele apresente calor, secura ou desconforto. Alguns dos seus constituintes têm sido associados a possíveis efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, embora os resultados dependam da concentração utilizada, do método de processamento e da composição global do produto. A evidência disponível é mais consistente relativamente à hidratação e ao alívio sintomático do que no que respeita a alegações terapêuticas abrangentes.

O gel pode também contribuir para a manutenção da barreira cutânea, que desempenha um papel fundamental na retenção de água e na proteção contra fatores externos, como vento, frio, poluição e substâncias irritantes. Ao fornecer humidade e formar uma película ligeira sobre a pele, o aloe vera pode ajudar a melhorar o conforto e a flexibilidade cutânea. Trata-se, contudo, de um efeito complementar: o aloe vera não substitui ingredientes especificamente destinados à reparação da barreira, como ceramidas, lípidos ou agentes oclusivos.

Em pequenas irritações ou agressões superficiais, o aloe vera poderá apoiar os processos naturais de recuperação da pele. Alguns estudos experimentais e revisões descrevem possíveis efeitos sobre a proliferação celular, a formação de colagénio e a reepitelização. Apesar destes resultados serem promissores, a evidência clínica é variável e depende das preparações estudadas. Assim, o aloe vera deve ser considerado um complemento cosmético ou de suporte, e não um tratamento universal para feridas ou doenças dermatológicas.

Utilização como after sun

O efeito do aloe vera como after sun é principalmente calmante, hidratante e suavizante. No entanto, um after sun não deve ser confundido com um protetor solar. O aloe vera não bloqueia a radiação ultravioleta, não substitui um produto com fator de proteção solar e não reverte os danos causados por uma exposição excessiva. A prevenção continua a depender da utilização correta de protetor solar, do uso de vestuário adequado, da procura de sombra e da limitação da exposição nas horas de maior intensidade.

O aloe vera pode ainda ser utilizado como um after sun, para cuidar da pele depois da exposição solar. A exposição ao sol pode deixar a pele quente, seca, avermelhada e mais sensível. Nestas circunstâncias, o gel de aloe vera pode proporcionar uma sensação refrescante e ajudar a manter a hidratação superficial, aliviando temporariamente a sensação de calor, repuxamento e desconforto associados a uma exposição solar ligeira.

Para obter uma aplicação mais confortável, o produto pode ser utilizado sobre a pele limpa e ligeiramente húmida. Deve ser espalhado suavemente, sem friccionar, sobretudo quando a pele está avermelhada ou sensibilizada. A aplicação pode ser repetida sempre que necessário, enquanto persistirem a secura ou a sensação de calor.

Embora seja geralmente bem tolerado, o aloe vera, em algumas pessoas sensíveis, pode causar reações incluindo vermelhidão, comichão, ardor, sensação de picada, secura ou dermatite de contacto, particularmente quando as suas fórmulas incluem fragrâncias, álcool, conservantes e óleos essenciais. Por isso, devem preferir-se produtos com composição simples, devidamente conservados e adequados ao tipo de pele.

Gel Hidratante de Aloé Vera Bio

Se procura incorporar o aloe vera na sua rotina de cuidados, descubra o Gel Hidratante de Aloé Vera Biológico da Andaluzia, da NaturaBIO, disponível na Virya em diferentes formatos para se adaptar às suas necessidades: 100 ml, 250 ml e 500 ml. Com uma textura leve e de rápida absorção, é uma opção prática para hidratar e proporcionar uma agradável sensação de frescura e conforto à pele. Pode ser utilizado diariamente e também como cuidado após a exposição solar ou a depilação.

Segurança e precauções

Antes da utilização regular, é prudente aplicar uma pequena quantidade numa zona limitada da pele e observar a reação. Deve ter-se especial cuidado com preparados caseiros obtidos diretamente de folhas frescas, pois podem conter restos de látex, contaminantes ou outros componentes irritantes. Se surgir irritação, deve interromper-se a utilização e lavar a área com água.

Não se recomenda aplicar aloe vera sobre bolhas rebentadas, feridas abertas, queimaduras extensas, queimaduras profundas ou zonas com sinais de infeção.

Em resumo

O gel de aloe vera é um ingrediente versátil, tradicionalmente utilizado em aplicações dérmicas. Os seus principais benefícios para a pele incluem a hidratação, a sensação refrescante, o alívio temporário do desconforto, o apoio à manutenção da barreira cutânea e o possível contributo para a recuperação de irritações superficiais. Pode ainda ajudar a melhorar o conforto da pele após uma exposição solar ligeira, sobretudo quando combinado com outros agentes hidratantes e calmantes. Contudo, não deve ser apresentado como uma cura universal, nem substituir o protetor solar ou os cuidados médicos necessários em caso de queimaduras graves. Para garantir maior segurança e qualidade, devem escolher-se produtos devidamente formulados, estabilizados e rotulados, com composição e modo de utilização claramente indicados.

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Editoriais•Gemoterapia•Medicina tradicional•Neurorreabilitação

Medicina ou Medicinas?

16 de Julho, 2026

2ª Parte

Atualmente, apesar dos inúmeros entraves legislativos ou normativos que fazem parte do cientificismo dogmático pós-colonial de matriz biomédica, é possível encontrarmos com alguma facilidade remédios da MTC, do Ayurveda ou mesmo da Medicina Tibetana, por vezes mesmo produzidos na Europa segundo as fórmulas originais, mas com os níveis de rigor e qualidade que nos são próprios.

Um exemplo disso é o NurAiD IITM, produzido com todo o rigor científico a partir de uma fórmula fitoterápica tradicional usada na China para a reabilitação de doentes com lesões cerebrais vasculares, traumáticas ou degenerativas. Embora seja produzido em Singapura, todo o processo de fabrico bem como a libertação de cada lote do NurAiD II, ou NeuroAiD II como é conhecido fora da Europa, é controlada em França pelo CNRS. Uma das vantagens de ser produzido em Singapura é o acesso às plantas da farmacopeia chinesa, algumas delas difíceis de obter na Europa.

Para contornar essa dificuldade, alguns investigadores europeus lançaram mão ao projeto de classificação de plantas da flora europeia segundo a taxonomia chinesa ou outra. Um dos pioneiros dessa investigação foi o médico Yves Requena, sobejamente conhecido em Portugal pelas suas obras e pelas formações que deu a convite da Virya. No seguimento dos seus trabalhos, criou uma pequena gama de produtos a que chamou 5 Saisons, representada pela Virya, que combina fórmulas tradicionais da MTC com a fitoterapia europeia.

Outro exemplo é a gama Acugem, que utiliza plantas europeias sob a forma de extratos de gemoterapia concentrada, possivelmente a mais eficaz forma de fitoterapia, segundo os princípios da MTC para produzir remédios que visam o reequilibrar e o relançar das energias e sistemas fisiológicos que estão em realce em cada Estação. Por outras palavras, remédios que equilibram as energias ou sistemas fisiológicos próprios a cada ‘elemento’, terra, metal, água, madeira e fogo. Aliás ambas as gamas identificam os seus remédios pelo elemento a que correspondem.

Na Estação em que estamos, o Verão, qual seria o âmbito de ação do Acugem Fogo?

Na Medicina Tradicional Chinesa o Fogo corresponde ao Verão. Representa o movimento ascendente, também está associado à ascensão em direção ao YANG celeste. Posicionado no Sul, o elemento Fogo gera os grandes vasos sanguíneos e tem por emoção associada a alegria. É dominante no coração e intestino delgado, bem como nos dois sistemas chamados ‘governador do coração’ e ‘triplo aquecedor’.

O complexo Acugem Fogo equilibra a energia do elemento Fogo e suporta os órgãos e vísceras energéticos acima mencionados. Deve ser tomado em todas as patologias ou desequilíbrios em que o Fogo é preponderante e, em preventivo, durante a Estação do Verão chinês que vai de 5 de maio a 5 de agosto. Os seus ingredientes são três fitogemas, pilriteiro, álamo e groselheira-negra e a casca dos jovens ramos de limoeiro, todos eles com uma ação notória nestes órgãos e sistemas comprovada pelos princípios da MTC, pelo seu uso tradicional e, hoje, também pelo conhecimento científico que resulta da análise dos seus princípios ativos (flavonoides, polifenóis e outros) e das ações que lhes são atribuídas pela literatura científica.

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Editoriais•Medicina tradicional

Medicina ou Medicinas?

14 de Julho, 2026

(1ª parte)

Em várias medicinas tradicionais ancestrais, foi estabelecido desde há muito a relação entre a saúde das pessoas, o seu comportamento, a sua vida espiritual e a sua ligação com o meio, bem como a relação entre o ambiente, as épocas do ano, o funcionamento dos órgãos e prevalência de estados emocionais, algo que aliás existe como princípio empírico em muitas outras culturas, incluindo a nossa, embora sem o grau de desenvolvimento e sofisticação que nelas encontramos.

Há luz do conhecimento científico atual, esse relacionamento é muitas vezes simplisticamente atirado para o caixote de crenças ancestrais sem qualquer validação científica. Contudo, a própria evolução da ciência moderna cada vez mais permite compreender que o organismo é mais do que uma estrutura funcional de células e órgãos a trabalharem como máquinas numa qualquer cadeia de produção industrial, uma visão que tem imperado desde o evento da revolução industrial e dos primeiros passos da medicina moderna, nascida das autópsias antes proibidas pela religião. Ora, há inúmeros exemplos de paradigmas científicos na área da medicina e da compreensão da dinâmica da saúde que têm sido substituídos, não sem dificuldade, pelo avanço do conhecimento. Segui de perto um exemplo: a neuroplasticidade foi comprovada cientificamente de um modo irrefutável há cerca de 50 anos, contudo, ainda há relativamente poucos anos, visitei médicos especialistas que negavam essa evidência e se mantinham entrincheirados no paradigma do cérebro estático do séc. XIX.

A medicina moderna identifica-se com a fundamentação da evidência científica, embora em muitos casos apenas siga protocolos criados pela indústria farmacêutica, sem sequer ter o tempo ou a disposição de os validar. Este paradigma leva-a a displicentemente negar qualquer valor ao conhecimento acumulado pelas várias culturas humanas ao longo dos séculos e mesmo milénios. O que não impede que se tenha apropriado de parte desse conhecimento para a criação de drogas sintéticas que mimetizam o conhecimento ancestral da ação terapêutica de plantas e outros ativos naturais. Hoje, no entanto, a descoberta de mecanismos cada vez mais subtis do funcionamento dos sistemas biológicos, sobretudo, na sua interação com outros sistemas internos e externos, torna cada vez mais possível à ciência aceder ao nível de complexidade e subtilidade que são próprios de alguns sistemas médicos que se desenvolveram recorrendo a outras metodologias.

Os sistemas médicos das grandes civilizações ancestrais dos vales do Indo e do Rio Amarelo (Huang He), e mesmo do Tigre-Eufrates e Nilo, berços das atuais civilizações ocidentais, desenvolveram-se no seio de uma visão holística do mundo cuja perda levou à iminência do colapso ecológico que vivemos hoje. Não sabemos ao certo que métodos estão na origem dessas formas de medicina, que complementam um conhecimento muito avançado do efeito terapêutico de um número enorme de ativos naturais com todo o tipo de tratamentos, incluindo, por vezes, cirúrgicos. Acumulação de conhecimento empírico? Genialidade de alguns médicos? Acesso a um tipo de conhecimento associado ao desenvolvimento espiritual de certas pessoas? Vivência em harmonia e sintonia com a Natureza? Quaisquer que sejam as respostas, por muito que custe aos velhos do Restelo, aferroados a teorias que consideram infalíveis e irrevogáveis (por outras palavras, condenadas ao esclerosamento fatal), é inegável a eficácia de outras formas de medicina, de outras formas de pensar, de outros métodos de conhecimento, o que é, aliás, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde.

É também inegável, simples questão de bom senso, o interesse da convivência e aprendizagem mútua entre diferentes sistemas. A arrogância com que o mundo ocidental considerou outras culturas como meros interesses coloniais e que, ainda hoje, se roga ao direito de as olhar sobranceiramente, não devia transbordar para a ciência médica. Enquanto filho e neto de médicos, recordo as palavras de meu pai: medicina é só uma e serve um propósito único, curar as doenças das pessoas.

Em breve iremos desenvolver esta temática com um desenvolvimento interessante: a aplicação dos princípios de medicinas e formulações tradicionais ancestrais à farmacopeia herbolária europeia, tanto tradicional como a resultante da mais recente investigação.

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Envelhecimento•Saúde ocular

Fadiga Visual: quando os olhos pedem pausa

11 de Junho, 2026

A fadiga visual, também chamada cansaço ocular, tornou-se um dos problemas mais comuns da vida moderna. Horas seguidas ao computador, ao telemóvel e a outros ecrãs, somadas à exposição ambiental a fatores como a radiação UV e a poluição, podem contribuir para desconforto visual, olhos secos, dificuldade de focar, visão momentaneamente turva e sensação de peso nos olhos. Estes sintomas tendem a surgir quando o sistema visual é submetido a esforço prolongado sem descanso adequado, especialmente em contextos de trabalho digital intenso e leitura contínua em ecrãs.

O impacto dos ecrãs na saúde visual

O uso prolongado de computadores e telemóveis tende a aumentar a sensação de cansaço ocular, pois exige um esforço constante de acomodação e de foco para o qual a Humanidade não está geneticamente adaptada, uma vez que o nosso sistema visual se desenvolveu para, em geral, olhar à distância. Além disso, quando estamos concentrados num ecrã a quantidade de vezes que piscamos os olhos, o que é essencial para manter a sua lubrificação, tende a diminuir, favorecendo a secura ocular e a irritação. A isto somam-se más condições de iluminação, luminosidades artificiais, brilho excessivo, postura inadequada e pausas visuais insuficientes, fatores frequentemente associados ao agravamento da fadiga visual.

Na prática, isto significa que os olhos trabalham mais do que o ideal durante grande parte do dia. A longo prazo, o desconforto pode afetar a produtividade, concentração e bem-estar geral, sobretudo em pessoas que passam muitas horas em ambientes digitais. Embora a fadiga visual não seja, por si só, uma doença grave, ela pode ser um sinal de sobrecarga ocular e de necessidade de correção visual ou de mudanças de hábitos.

A influência da radiação UV

A exposição excessiva à radiação ultravioleta também merece atenção quando se fala de saúde ocular. A luz solar intensa, sobretudo sem proteção adequada, pode contribuir para o stress oxidativo nos tecidos oculares e para o envelhecimento precoce das estruturas dos olhos. Em termos práticos, isto reforça a importância de proteger os olhos não só dos ecrãs, mas também da luz ambiente e do sol, especialmente em contextos de exposição prolongada ao ar livre, sobretudo quando o índice de radiação UV é elevado.

Ou seja, a fadiga visual de hoje não é apenas o “cansaço de olhar para o ecrã”. Ela resulta de uma combinação entre o estilo de vida digital, pouca recuperação visual e agressões ambientais acumuladas. Por isso, cuidar da visão pede tanto bons hábitos como estratégias de apoio nutricional.

O apoio da suplementação alimentar

É neste contexto que os suplementos à base de mirtilo e de rosa-da-índia (Tagetes erecta) ganham interesse. O mirtilo é tradicionalmente associado à saúde ocular por ser rico em antocianinas, compostos antioxidantes ligados à proteção da retina contra o stress oxidativo e ao suporte da circulação ocular. Alguns textos também o relacionam com a adaptação ao escuro e com o alívio da fadiga ocular. Curiosamente, durante a II Guerra Mundial, os pilotos de aviação britânicos recebiam uma dose extra de mirtilos para proteger e aumentar a sua acuidade visual.

Já a rosa-da-índia ou tagetes é conhecida por ser uma fonte de luteína, um carotenoide relevante para a saúde dos olhos. A luteína está associada à proteção da retina e da mácula (chamada desde a antiguidade mácula lútea, a pequena região central da retina responsável pela visão central nítida, pela leitura e pelo reconhecimento de detalhes finos), à manutenção da visão ao longo do envelhecimento, sendo frequentemente usada em fórmulas de suporte ocular. Em linguagem simples, a rosa-da-índia ajuda a reforçar a defesa natural dos olhos contra agressões oxidativas e luminosas.

Mirtilo e Rosa-da-índia: uma parceria de sucesso

A combinação entre mirtilo e tagetes faz todo o sentido quando a visão é muito solicitada. O mirtilo contribui com antocianinas, enquanto o tagetes fornece luteína; juntos, estes compostos podem dar um bom apoio à integridade ocular num cenário de uso intensivo de ecrãs e exposição ambiental. Não é certamente uma solução milagrosa, mas um bom complemento nutricional dentro de uma lógica preventiva num estilo de vida visualmente exigente.

É importante, no entanto, sublinhar que os suplementos alimentares, quaisquer que sejam, não substituem o descanso visual, a correção ótica adequada e menos ainda uma avaliação oftalmológica na presença de sintomas persistentes. Se a fadiga ocular é frequente, intensa ou acompanhada de dor, visão turva prolongada ou outros sinais inquietantes, o ideal é procurar uma ajuda especializada.

Hábitos que protegem a visão

Além de suplementos alimentares dedicados, há medidas simples que fazem diferença no dia a dia. Pausas regulares, ajuste do brilho do ecrã, boa iluminação, hidratação, distância correta de leitura e proteção contra o sol ajudam a reduzir o esforço ocular. Estas pequenas mudanças na rotina podem ter um impacto real no conforto visual e na preservação da saúde dos olhos.

Em resumo, a fadiga visual é uma consequência do nosso mundo e estilo de vida em que os olhos são sobrecarregados por ecrãs, luz intensa e pouca recuperação. Cuidar da visão exige uma atenção diária, e suplementos com mirtilo e rosa-da-índia podem ser um apoio útil dentro de uma estratégia mais ampla de proteção ocular.

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Digestão•Gemoterapia

A azia, a deixar um amargo de boca.

13 de Maio, 2026

A azia e o refluxo gástrico afetam cerca de 35% da população adulta em Portugal1, um valor acima da média europeia que anda pelos 20%2. Ou seja, uma em cada três pessoas sofre deste mal, com maior ou menor incidência. A solução a que habitualmente se recorre são os medicamentos inibidores da bomba de protões (IBP), vulgo omeprazol ou pantoprazol3, contudo a sua toma excessiva ou prolongada (especialmente em idosos ou em uso superior a 8-12 semanas sem supervisão médica), está associada a vários riscos, tais como a redução da absorção de vitamina B12, magnésio, cálcio e ferro (o que pode levar a anemia, osteoporose e fraturas ósseas), o aumento do risco de infeções gastrointestinais e pneumonia (devido à menor acidez gástrica que protege contra bactérias), entre outros possíveis efeitos gástricos, renais e neurológicos. Além disso, o seu uso inadequado é comum em Portugal para “proteger o estômago”, pois estes medicamentos não tratam estas condições, apenas previne alguns dos seus danos pela redução da acidez estomacal4.

As soluções naturais para a azia e refluxo passam por uma correção dietética, nomeadamente pelo aumento da ingestão de vegetais cozidos baixos em acidez e ricos em fibras, como brócolos, cenouras, abóboras e batatas, de proteínas magras, sendo o tofu uma escolha de eleição, e cereais integrais, como a aveia, o arroz e a quinoa, e também pelo evitar de alimentos ricos em gorduras, como fritos, carnes gordas, charcutarias, natas e certos queijos, alimentos ácido e irritantes como citrinos, tomate, café, chocolate, álcool e refrigerantes, ou picantes (pimenta, alguns molhos industriais e condimentos fortes). É igualmente necessário adotar hábitos nutricionais saudáveis, como não comer em demasia, mastigar bem (e com prazer) e não se deitar após a refeição (2 a 3 horas depois). Poderá ainda ser útil levantar um pouco a cabeceira. E, claro, se necessário perca peso, sobretudo em gordura abdominal.

A utilização de certas plantas medicinais e extratos das suas gemas (brotos ou jovens rebentos), pode ser igualmente uma boa opção. Entre as plantas mais utilizadas encontramos as seguintes:

A malva é conhecida pelas suas propriedades calmantes e protetoras nas mucosas gástricas. As suas mucilagens formam uma camada protetora do estômago e reduzem a inflamação. A malva tem também um efeito laxante suave combate a obstipação sem irritar o intestino.

O xarope de figo atua principalmente como um laxante suave promovendo o funcionamento intestinal regular e aliviando a prisão de ventre sem irritar o estômago. Tal como a malva, a sua mucilagem forma uma camada protetora nas mucosas gástricas.

Também a raiz de alteia (Althaea officinalis) forma uma película protetora de mucilagem nas mucosas gástricas irritadas, aliviando úlceras e inflamações e ajudando a acalmar a azia, o refluxo e as irritações intestinais. É ainda conhecida por reduzir o inchaço e facilitar a digestão, e ter um leve efeito laxante.

A tanchagem (Plantago major), protege o estômago forma uma camada protetora na mucosa gástrica, graças às suas mucilagens e taninos, ajudando a reduzir a acidez e a prevenir úlceras. É muito usada para aliviar a azia, o refluxo, o excesso de gases e o inchaço abdominal, estimulando a secreção biliar para melhorar a digestão de gorduras e combater inflamações estomacais.

A hortelã-pimenta (Mentha × piperita) sob a forma de óleo essencial, atua no estômago como antiespasmódico, relaxando os músculos lisos gastrointestinais, o que alivia cólicas, gases e inchaço. Promove a digestão e facilita a expulsão de gases, reduzindo as náuseas e estimulando a secreção biliar para melhorar o processamento das gorduras.

Os extratos macerados de jovens rebentos e brotos de plantas e árvores (fitogemas), é uma forma particularmente interessante de utilizar a virtude das plantas, pois utiliza os seus tecidos embrionários, onde todo o potencial da planta está concentrado. Entre os mais utilizados para ajudar a combater a azia e o refluxo estão os seguintes:

Os jovens rebentos de alecrim (Rosmarinus officinalis) estimulam a digestão e são um tónico antiespasmódico e antiácido. Em comparação com a simples planta, o extrato de gemoterapia do alecrim tem uma ação protetora do fígado muito superior (63% vs. 6%), bem como uma ação antioxidante e sobre o fluxo biliar igualmente superior. Pode intervir também no desequilíbrio da microbiota e no estímulo da regeneração e reparação das células epiteliais da mucosa do intestino.

Os gomos da figueira (Ficus carica) são o principal aliado do estômago. Ajudam a drenar o estômago e reduzem a sua inflamação, participando na cicatrização das mucosas. O seu uso é muito aconselhado para os variados problemas estomacais, incluindo os de origem psicossomática ou ligados ao stress. Ajuda ainda a regular o apetite e as secreções gástricas.

Os jovens rebentos de ácer (Acer campestre) equilibram o sistema digestivo, promovendo a drenagem hepática e ajudando a regular as secreções gástricas para aliviar a indigestão e a sobrecarga estomacal.

Os jovens rebentos de carvalho (Quercus robur) são um tónico geral do organismo, com ação no metabolismo digestivo e no reforço das defesas gástricas contra a fadiga e esgotamento, com uma leve ação revigorante no trato gastrointestinal.

Entre as várias soluções naturais disponíveis, o xarope Calmifux combina o essencial destes ingredientes naturais, numa fórmula concebida para proporcionar sensações digestivas mais agradáveis durante períodos de maior sensibilidade. Este xarope suave de gemoterapia é um bom apoio para melhorar o conforto digestivo e promover leveza e bem-estar.

1. Notícia RTP | 2. Updatemedicina.pt | 3. drpaulopittelli.com.br | 4. Deco.proteste.pt

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